Hoje fechei o tempo com um cliente que não me paga. Fizemos um trabalho para eles o qual, na conclusão, me foi solicitado que dividisse o valor remanescente entre as unidades de produção. Concordei.
7 notas foram emitidas. 6 foram pagas. A sétima nota está vencida faz quinze dias, e não tenho sequer uma posição sobre quando receberei. Entre as coisas que me incomodaram na conversa de hoje - fiz questão de anotar, pois queria lembrar das palavras exatas:
1. "Já fiz tudo o que eu poderia fazer."
2. "Só uma das sete notas não foi paga."
3. "Não acredito que vocês não têm caixa para completar esta diferença e pagar o fornecedor."
4. "O chefe da responsável é gerente da unidade, não vou incomodar ele por causa de uma nota."
5. "Se quiser, podemos partir para um rompimento de contrato."
6. "Não, não pode faturar o que falta para o grupo ao invés da unidade. Eu não tenho esse dinheiro no meu centro de custos, e não posso pagar por um custo que é da unidade."
7. "Vocês têm que ser flexíveis."
Passando minha raiva, fui ver o que tinha aí:
1. Largando o problema para eu resolver.
2. A empresa minimizando o problema.
3. Transferindo a responsabilidade.
4. Me diminuindo.
5. Pressionando com o tamanho da empresa.
6. Tirando da reta.
7. Questionando a intensidade da minha parceria.
Em tempo - a empresa é uma das 10 maiores do Brasil. A nota é de R$1.000.
Todo mundo deveria ser fornecedor antes de ser cliente...
Esse foi só para contar o causo e tirar do meu peito. Depois eu conto pra vocês no bar a minha resposta, e o post filosofando sobre isso vem outro dia...