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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Até quando??

Hoje tá muito foda trabalhar. Parece que tem tanto obstáculo, tanto problema, e tudo tão chato que quase já mandei tudo tomar naquele lugar umas 10 vezes...então vamos blogar...

Tava lendo o blog do Oco com o post do Arruda. Vamos combinar uma coisa? Esse cara fraudou o painel do senado junto com o ACM, pediu desculpas, neguinho foi lá e votou nele de novo...agora vai reclamar porra??? O cara não é honesto cacete...O povo tem o voto na mão, pro bem ou pro mal, é só nessa hora que tem-se poder... E esse ano tem eleição importante, o que vai dar???

Ninguém é 100% honesto. Não estou falando do rouba mas faz, não é isso. Mas dizer que um político, um empresário, um alto executivo é 100% honesto? Não existe, ao menos não no Brasil. Mas existem sim pessoas mais corretas que outras, e é nessas que devemos apostar. Que seja um Gabeira, uma Marina Silva, um Alckmin... Vai dizer que eles também roubam? Eu não sei, só sei que eles nunca foram pegos. Enquanto isso o outro tá num vídeo recebendo propina e tem um que nega até hoje que sabia do Mensalão do PT, esse realmente o primeiro pra valer...

De qualquer jeito, acredito que não temos poder de pressão direto sobre os governantes. Ficar focando muito nisso só serve pra um tipo de revolta que não leva à nada. Pois você se enfurece mas não pode fazer nada diretamente. E com isso você se frustra e sua energia se perde, não produz nada...

Tem um CD do Gabriel o Pensador que eu escutava muito uma época, tem uma música chamada "Até quando" que acho bem massa pra escutar nesses momentos de revolta. Colei abaixo os trechos que acho mais legais ( no resto tem uma bobageira de greve e outras coisas...)

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

A mensagem que tiro dessa música é que a primeira mudança que devemos fazer é a nossa. Sermos os primeiros a viver nossa verdade. Nossos valores. E nossa mudança pode influenciar quem está à nossa volta. E com o rempo quem sabe eles vão influenciar outros.

Só esse passo, mudar a si mesmo, já é um puta dum trampo. É muito difícil abandonar certos hábitos e atitudes que temos e nós mesmos condenamos. Mas é fácil apontar o erro dos outros.

Quer que o outro mude? Mude primeiro então...


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Este é para o Conselho de Ética, por inocentar o dono de Camelot...

cedpa@camara.gov.br

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Caros,

Mais uma vez, o Conselho de Ética faz o que dele é esperado, e não cumpre a sua missão, inocentando o Deputado Edmar Moreira, acusado de quebra de decoro parlamentar – o chamado Deputado do Castelo que se tornou o único cliente de suas empresas de segurança ao contratá-las, pelo preço que bem entendeu, sem licitação, sacando em dinheiro o valor “acordado” e sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados. Consigo imaginar poucas coisas mais fraudulentas.

Não há nenhuma expectativa de que a Câmara se preste a um papel melhor do que este que faz, protegendo os seus, buscando inocentar ou aplicar penas brandas a aqueles que comprovadamente agem contra o interesse da sociedade brasileira. Imperam pareceres idealistas, recomendando cassações – pareceres estes que invariavelmente são seguidos por votações corporativistas que protegem os interesses dos próprios Deputados.

Dia após dia, vemos réus confessos alegando erros técnicos e deslizes, enquanto contratam parentes, superfaturam contratos, ganham comissões ilícitas por serviços que não poderiam prestar, traficam influência, entre tantos outros crimes. Olho para a Câmara dos Deputados, e também para o Senado Federal, e só o que vejo é um conjunto de sapos velhos decadentes engordando às minhas custas.

Tenho vergonha de dizer que pago meus impostos em dia, e preferia rasgar este dinheiro a vê-lo em propriedade de Vossas Excelências, pessoas que não tem nenhum respeito com o suor de meu trabalho e com meu sonho de viver uma vida melhor.

Espero que seus filhos tenham vergonha de dizer seus sobrenomes em voz alta.

Diogo Broner
Cidadão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Carta ao Sarney

sarney@senador.gov.br

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Caro Senador,

Tudo o que a mídia reporta e o senhor não se digna a dar uma resposta, eu acredito. O senhor tem exposição e capacidade para se defender de forma ampla e irrestrita, o que não nos dá nenhuma outra opção além de acreditar que não tem argumentos. Assim, opto por demonstrar minha indignação com o que vem acontecendo no Senado, e com a posição que o senhor assume diante da situação.

Verbas indenizatórias incorporadas como parte do salário, passagens sendo vendidas e usadas para turismo, nepotismo generalizado, funcionários fantasmas, empresas contratadas sem licitação, contratos superfaturados – é isso que o Senado se tornou. É claro, não é de hoje. Mas tampouco é de hoje sua influência na instituição. É seu o papel de contribuir para a construção de uma instituição ética. E, no mínimo, é sua a obrigação de se portar de acordo com a sua biografia.

Neste sentido, a crise é sua, Senador. Quando a mídia questiona os dez parentes seus como funcionários do Senado, não está questionando a instituição. Questiona sim a sua postura de empregá-los. O senhor, como presidente do Senado, deveria atuar como um bastião de ética, um exemplo de probidade, ao invés de um representante do status quo. Era o seu neto quem estava alocado no gabinete de outro senador, e não dava expediente lá. Mais tarde, seu neto foi substituído pela própria mãe. Era na sua conta que caíam os R$3.800,00 todos os meses, sem que o senhor percebesse. Todas estas são responsabilidades suas, e não do Senado.

Respeite sua biografia, senador. Zele para que sua família possa dizer em voz alta seu sobrenome.

Diogo Broner
Cidadão.

Três - nenhum sou eu.

Estava vindo trabalhar hoje pela manhã quando ouvi no rádio um cidadão falando em nome do Contas Abertas, aquela ONG que controla os gastos do governo e tal.

Ele estava contando que aquele deputado, Alberto Fraga, que tinha a sua empregada doméstica alocada em seu gabinete e paga com dinheiro da Câmara se gabando de ter recebido, em virtude desta história, o volume contundente de TRÊS emails indignados com sua atitude.

O país tem 190 milhões de habitantes. Três pessoas se queixaram.

Evidente que eu não sou uma delas, então fiquei pensando no que fazer. Além de escrever, claro. Então estou resolvendo que vou escrever e postar aqui as mensagens enviadas e o email do filho da puta. Se vocês quiserem, vocês repassam. E avisem os amigos que aqui vai ter uma reclamação prontinha, só precisa dar Cut / Paste.

Se nós quatro mandarmos, já mais do que dobrou o volume de reclamações. Se for mais que isso ainda, tá ótimo.

Me cobrem. E aceito indicações.