quinta-feira, 31 de julho de 2014

Roger Scruton

Roger Scruton,

Senhores, meu primeiro post nessa nova fase do ilustre Blog Homem Enxaqueca não será tão original quanto gostaria, vou apenas falar sobre o filósofo Roger Scruton. Bom, antes disso vou dizer como o conheci.
Fui a um mini-curso de filosofia que abordava o livro do Roger Scruton, a Beleza, o objetivo do curso era instigar seus participantes e prepará-los para a leitura do livro.
Roger Scruton é um filósofo conservador britânico e um expoente na defesa da alta cultura, da tradição e da arte como defesa do belo, ele é contra a arte moderna que tenta reduzir a arte à algo como "eu que fiz, logo é arte", tornando essa área da cultura um espaço para qualquer aventureiro já que tudo é arte.
O curso foi ministrado por um jovem professor Franscisco Razzo (40 e poucos anos, quem quiser segui-lo tem perfil no FB), sem o uso de apresentações ou imagens, apenas na oratória, ele passou por diversos filósofos, Platão, Aristóteles, Kant, entre outros até chegar em Scruton, cada um tentando dar um significado para o belo e para a beleza.
O tema sempre me trouxe curiosidade, tenho dificuldade ao tentar entender o que torna um quadro, uma música, uma escultura, uma obra de arte e esse curso me ajudou um pouco, longe de ser aqueles cursos de história da arte ou para entender a técnica, o objetivo maior era entender a importância da beleza em nosso cotidiano.
A lição maior que ficou é a seguinte: quando um músico como Beethoven cria  a 9ª sinfonia, por exemplo, de alguma forma ele está tentando copiar Deus na criação do universo e é por isso que uma obra de arte consegue de várias formas nos elevar como seres humanos e faz florescer aquela sensação que a vida é muito mais do que vemos ou sentimos, aliás uma música pobre acessa somente o nosso sensorial e não consegue acessar a alma. A minha escrita não consegue traduzir o que realmente quero dizer (por isso preciso treinar muito mais), por isso recomendo o documentário abaixo.
Além disso, ultimamente estou valorizando muito o conservadorismo, as tradições e entendendo o quanto isso importa para nossa existência.

Um grande abraço,
http://vimeo.com/73344145

sábado, 12 de julho de 2014

Alemanha 7 x Brasil 1

Fiquei tentado a escrever sobre o jogo e o futebol brasileiro no facebook ou comentar em alguns bons sites que falaram do tema. Mas o que mais me interessa é dividir minhas teorias malucas com meus amigos de blog. Então vamos lá.

Eu assisti muitos jogos dessa Copa. Mais do que de qualquer outra. E mesmo não sendo profundo conhecedor da parte tática acabei aprendendo algumas coisas.

Depois do jogo do Brasil contra a Colômbia escutei jornalistas esportivos defendendo que tinha sido o melhor 1o tempo da seleção até então, que tínhamos jogado muito, etc. Como não tinha visto isso na hora do jogo, gravei o VT e parei para assistir na sexta-feira antes do fatídico jogo contra a Alemanha. O que vi não me agradou e foi onde comecei a prestar mais atenção nas tais linhas do esquema tático.

1o tempo do jogo da Colômbia
O meio-de-campo do Brasil, ausente até esse jogo, realmente apareceu. O espaço não ficou tão vazio, nossos jogadores brigavam pela bola e ganhavam muitas vezes a posse da bola na nossa intermediária. O problema é que a partir desse momento o passe para o ataque, para a intermediária do adversário ( Colômbia, que meda....) não funcionava. Assisti o jogo com calma, sem a emoção do jogo ao vivo, podendo dar pause e tudo mais. O nosso meio de campo tomava a bola para logo em seguida errar o passe e a defesa deles retomar a bola. Melhoramos em relação a jogos anteriores mas ficamos muito distantes de algo decente. E isso contra a toda-poderosa Colômbia...

Após a sarrafada que levamos da Alemanha eu coloquei para gravar esse jogo também, já que durante a partida confesso que não consegui perceber muito. Aliás, desconfio com honestidade e humildade de analistas brasileiros capazes de ver um jogo do Brasil uma única vez ao vivo e já enxergar tudo. Mas admito que não é meu trabalho, portanto tive que investir um tempinho extra.

Brasil x Alemanha 
Assistindo ao VT com calma, dando pause e voltando várias vezes algumas coisas ficaram claras.

Não houve apagão - o time entrou mal montado e mal posicionado. Tentamos marcar pressão de forma estabanada, deixando a defesa descoberta. Nossos jogadores não voltavam com velocidade, vendo os lances dos gols e esquecendo da bola e prestando atenção nos jogadores pode-se ver defensores a 5 metros da bola andando...o cara não está correndo como um desesperado tentando cortar o ataque alemão. Ele está andando ou trotando, talvez pensando como é injusto e deselegante uma seleção visitante nos massacrar daquela forma.

Houve apagão - Faltou liderança e maturidade. Qualquer um que já jogou futebol sabe que se vc toma dois gols seguidos você não se atira para o ataque pra virar o jogo. Você recua o time todo, dez jogadores na área dando chutão se necessário, congestiona tudo pra dar uma segurada no jogo e com calma ver o que fazer. Mesmo perdendo de 5 x 0 nós seguíamos nos atirando para o ataque como loucos. E tomando contra-ataque. Que esperar de um time que o capitão pede aos prantos pra não bater penalti ? De um capitão que usa o boné daquele jeito ridículo, parecendo um moleque, na arquibancada da semifinal, jogo em que ele ficou de fora por ter feito uma falta estúpida na partida anterior:

Tatics rules - Que a Alemanha nos matou é óbvio. Tem uma análise ótima nesse link aqui. /http://impedimento.org/futebol-e-tatica-aceitem/  Aposto que tem outras boas ( poucas ) por aí.

Preparação & Concentração - Fiquei pensando...os caras estava concentrados na Granja Comary, tinham folga toda hora, familiares iam lá, etc. A Copa é um torneio curto, são 4 semanas a cada 4 anos. Não valia a pena terem focado mais no torneio? Assistirem jogos dos adversários, discutir opções, táticas. Não acho que tenham feito isso. E acredito que fez a diferença.
As outras seleções estavam aqui meio isoladas, com menos distrações. E são mais focados pro diversos motivos. Aposto que a Alemanha viu os jogos do Brasil e estudou como jogar e ganhar da gente. ós entramos em campo confiando que tudo ia dar certo no final. Que o hino seria cantado à capela e que a pátria de chuteiras iria predominar no final. Claro que nos fudemos bonito.

E hoje perdemos da Holanda mais ou menos do mesmo jeito. Como o Felipão e jogadores não conseguem identificar onde estão errando obviamente não dá pra corrigir nada. E nos despedimos com mais uma goleada.